Câncer e Doenças de Sangue

Linha do tempo

1978 – Fundação do Boldrini
A primeira casa, alugada pelo Clube da Lady em 1978, ficava na Rua José Teodoro de Lima, 21, no bairro Cambuí, em Campinas. Nela, teve início o ambulatório de oncologia e hematologia., que passou a contar também com laboratório e sala de quimioterapia. Desde o início se estabeleceu um termo de parceria com a Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP, sendo então transferidas todas as atividades de ensino e assistência em onco-hematologia pediátrica para este novo ambulatório. As internações dos pacientes eram feitas na Santa Casa de Campinas, onde a UNICAMP começou.

Em 1979, o Centro Boldrini é eleito para coordenar o Grupo Brasileiro de Tratamento da Leucemia na Infância (GBTLI), implantando o primeiro Estudo Clínico no Brasil, com o Protocolo LL-80. Com este Estudo, as chances de cura da LLA subiram de menos de 5% para 30%. Com seis estudos clínicos sequenciais, as chances de cura chegaram a 70-80% das crianças com LLA.

Em 1979, um grupo de pediatras oncologistas, do qual a Dra. Silvia Brandalise faz parte, se reúne em Montevidéu, no Uruguai, para fundar a SLAOP (Sociedade Latinoamericana de Oncologia Pediátrica), com o objetivo de otimizar o diagnóstico e tratamento das crianças com câncer residentes na América Latina.

Em 1981, é criada a SOBOPE (Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica), quem tem a Dra. Silvia Brandalise como co-fundadora.

Em 1982, com a ampliação das atividades ambulatoriais, o Centro Boldrini se transferiu para um novo prédio, localizado também na Rua José Teodoro de Lima 66. Fundou-se, então, na antiga sede (no número 21) a primeira Casa de Apoio, destinada a albergar os pacientes oriundos de cidades distantes.

Em 1983 – 84, uma nova sede da Casa de Apoio foi implantada na Rua Nazaré Paulista, 726, no bairro de Nova Campinas, ampliando em muito a oferta de leitos e instalações para as famílias. Na Casa de Apoio antiga, foi criada uma “Loja Instantes” para revenda de materiais doados, com a finalidade de auxiliar o custeio social da instituição. O responsável por este Bazar, era o pai da Dra. Silvia Brandalise, o sr. Antobio Correia Violante,  atuando sempre em caráter voluntário.

Em 1985, a Sociedade Amiga dos Pobres, cedeu um prédio onde funcionava o antigo Albergue de Campinas, para a criação do primeiro Núcleo de Voluntariado do Boldrini, na Rua Barão de Parnaíba, próximo da antiga Rodoviária de Campinas. Com este novo prédio, se transferiram as atividades do Bazar para o local, desativando-se a casa da Teodoro de Lima 21. Iniciou-se então ampla atividade dos serviços de artesanato e costura dos voluntários.

1986 – Inauguração do Hospital. O Instituto Bosch doou um terreno de 10.000 metros quadrados para a construção da primeira unidade de internação do Boldrini, com 1.500 metros quadrados de área construída. Eram, no total, 10 leitos para a internação. Foi privilegiada a área de atendimento ambulatorial e criação de um centro cirúrgico. O prédio inicial foi construído exclusivamente a partir de doação do Instituto Bosch.

1988 –  O Boldrini torna-se autossuficiente na produção de oxigênio, com a inauguração da Usina de Oxigênio, construída com financiamento da FINEP.

1994 – Início da ampliação progressiva da área construída do hospital, totalizando 9.000 metros quadrados de área, graças às doações da sociedade de Campinas e região. Hoje, são 40 mil m2 de área construída.

1996 – 1998 –Dra. Silvia Brandalise é eleita para a presidência da SOBOPE (Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica).

2001
O Boldrini é escolhido pela FAPESP para integrar o Projeto Genoma Clínico.

Nascido do Genoma Humano, o projeto Genoma Clínico do Câncer começou a ser implantado em 2000, em cooperação da FAPESP com o Instituto Ludwig de Pesquisas sobre o Câncer. O objetivo era desenvolver novas formas de diagnóstico e tratamento do câncer a partir do estudo de genes expressos.

O projeto reuniu oncologistas e cirurgiões do estado de São Paulo, na análise dos genes expressos em quatro tipos de manifestação do câncer: as doenças linfoproliferativas, tumores gastrointestinais, tumores neurológicos e de cabeça e pescoço.

2001 - Inauguração da Brinquedoteca Terapêutica Ayrton Senna, resultado da parceria do hospital com o Instituto Ayrton Senna.

2002 – Inauguração do Laboratório de Citogenética, através do Programa Criança e Vida, uma parceria da Fundação Banco do Brasil com o Ministério da Saúde.

2002 – Criação do Instituto de Pesquisa Dr. Domingos A. Boldrini (IPEB), para atuação em três áreas: Educação, Pesquisa e Desenvolvimento de Novas Tecnologias.

2003 – A Dra. Silvia Brandalise é eleita Secretária Geral da Sociedade Latino Americana de Oncologia Pediátrica (SLAOP).

2004 - Inauguração da Estação Boldrini, em parceria com a Associação de Assistência à Criança com Câncer de Americana. A estrutura foi projetada para oferecer bem-estar com conforto e segurança aos pacientes e seus familiares, enquanto aguardam o transporte que os levará de volta às suas casas.

2004 –Realização da primeira etapa da construção do Centro de Radioterapia.

2005 – Inauguração do prédio dos Serviços de Radioterapia, de Medicina Nuclear e de Imagem, um dos mais modernos do país a oferecer tecnologia de ponta a pacientes vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

2006 – Inauguração da Casa da Criança e da Família, em parceria com o Instituto Ingo Hoffmann. 30 chalés foram construídos para ficar à disposição dos familiares e pacientes que se encontram em tratamento no Boldrini, na UTI e em cuidados paliativos.

2007 - Implantação do Serviço de Oftalmologia que teve apoio significativo do Rotary Clube de Campinas, responsável pela aquisição de equipamentos e instrumentos.

2008 – Lançamento da pedra fundamental do Centro de Referência em Medicina de Reabilitação Lucy Montoro.

2008 – Implantação de moderno Serviço de Diagnóstico por Imagem, com a aquisição de um aparelho de ressonância magnética de campo curto, um tomógrafo multislice de 16 canais e um ultrassom.

Com o apoio do empresário Antonio Carlos Coutinho Nogueira, o Boldrini adquire o aparelho Doppler Transcraniano. Com este equipamento são beneficiados principalmente os pacientes portadores de doença falciforme. Com ele é possível diagnosticar precocemente possíveis tendências ao acidente vascular cerebral (AVC), comum nestes doentes. O exame é preventivo e indolor.

2009 – Criação de Instituto de Pediatria Ronald McDonald para diagnóstico precoce do retinoblastoma (câncer ocular) e sede dos estudos sobre Meio Ambiente e Câncer da Criança, vinculados à OMS.

O Boldrini inicia a realização do exame PET/CT, que combina a tomografia convencional (TC) com a tomografia por emissão de pósitrons (PET), e é considerado um dos grandes avanços na área de diagnóstico por imagem em oncologia.

No mesmo ano, o hospital inaugura o segundo acelerador linear Sinergy Elekta, tecnologia até então inédita no país para tratamento do câncer, na área de radioterapia. A técnica de radioterapia de intensidade modulada com arcos volumétricos aumenta a dose de radiação no tumor e protege os tecidos saudáveis, pois permite melhor visualização do tumor e órgãos saudáveis, bem como os movimentos intra e inter-fracção.

Inauguração do aparelho de braquiterapia (o primeiro do país a atender pacientes da rede pública). A braquiterapia consiste em um avançado tratamento de radioterapia, de fundamental importância no tratamento de cânceres ginecológicos e nos sarcomas. Trate-se de tratamento de tumores com a aplicação de fontes de radiação ionizantes, implantadas diretamente nos locais onde eles se desenvolvem. O aparelho adquirido pelo Boldrini realiza braquiterapia planejada com tomografia 3D, guiado por software de tratamento que determina a dose e a colocação do material radioativo com maior precisão.

2010 – Inauguração do Centro de Referência em Medicina de Reabilitação Lucy Montoro.

2014 – Início da construção do Instituto de Engenharia Celular e Molecular, primeiro centro de pesquisas para o câncer pediátrico do país.

2016 – O Centro Infantil Boldrini é um dos vencedores da 9ª edição do Prêmio RAC Sanasa de Responsabilidade Ambiental, com o projeto Meio Ambiente e Câncer da Criança.

2017 – Inauguração da piscina para reabilitação com hidroterapia no Instituto Lucy Montoro.

2017 – Inauguração da Ala Azul , com 18 leitos específicos para jovens adultos, portadores de doenças hematológicas crônicas. Esse é um modelo ímpar no Brasil, lembrando a filosofia do “Chronic Care Center” definido para os pacientes portadores de doenças raras e as crônicas.