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Finais Felizes
Enfrentar uma doença grave na infância é uma experiência que ajuda a construir adultos otimistas, que acreditam na vida. Confira depoimentos de pacientes que passaram pelo Boldrini e hoje gozam de plena saúde. Em 1994 surgiram alguns sintomas, os quais estavam acabando comigo, a coisa já estava ficando complicada, e eu nem imaginava que podia ser de tal gravidade, e todos já sabiam e até onde a tal coisa me levaria, sem informações e sem estrutura para que o tratamento fosse realizado em minha própria cidade, foi que exatamente no dia 20 de Agosto de 1994 cheguei até Campinas (Boldrini) onde as coisas tornaram-se mais claras e compreensivas, onde apareceram todas as verdades e desapareceram todas as duvidas e incertezas a coisa se tratava de Leucemia Mieloide Aguda. Naquele tempo já imaginava o que podia ser um câncer e onde ele poderia me levar, numa expectativa de 40% de chances de cura, foi o que me levou a crer que havia muitos obstáculos para vencer, então a batalha contra a Leucemia sem ao menos eu perceber já havia começado. Depois de alguns anos consegui com muita fé e perseverança em DEUS e sempre acreditando na competência da equipe medica do hospital, que para mim depois de algum tempo deixou de ser um ligar triste e doloroso, passou a ser um lugar feliz onde todos os dias naquela etapa difícil de nossas vidas se mostrava um lugar onde encontrávamos amigos, amigos enfermeiros amigos médicos, em fim todos que compõem a equipe deste hospital que durante muito tempo tornou-se pra mim um grande estender da minha casa e juntos lutando afim de alcançar o mesmo ideal a tão esperada e alcançada cura. Esta etapa da minha vida foi de grande importância pra mim, onde passei a ter não somente um pai uma mãe, e sim vários pais e mães, conselheiros, educadores, hoje sinto que tudo que passei foi um jeito diferente de educação e aprendizado para a vida aqui fora e o quanto agora entendo o quanto valorosa que é a minha vida e o quanto valeu a pena ter lutado. Só tenho que olhar pro céu e agradecer a DEUS e a todos vocês do Centro Infantil Boldrini pois, são muitas as boas lembranças que acabaria escrevendo um jornal com um relatório completo sobre vinha vida no Boldrini. Eu só tenho que agradecer a todos vocês!! Sem exceções!!! ABRAÇOS A TODOS, OBRIGADO EU AMO MUITO TODOS VOCÊS!!! André Santana de Jesus "Em 1980, com 3 anos de idade, tive diagnóstico de Leucemia Linfóide Aguda. Pode-se achar que, nessa idade, a criança não vai se lembrar de quase nada. Ledo engano. Lembro-me de vários momentos, principalmente de quando minha mãe sentou-se na minha frente e, olhando firme nos meus olhos mas sem chorar em nenhum momento, me contou sobre a gravidade da doença que eu tinha. Agradeço-a até hoje pela sinceridade, respeito e confiança que ela teve comigo. Tenho certeza de que, se eu não soubesse o que realmente eu tinha dentro de mim, nunca teria me curado, pois grande parte da cura vem da vontade do paciente de sarar. Agradeço muito também ao meu pai, minha irmã e minha família. Agradeço à Dra. Silvia Brandalise, ao Dr. Eduardo Matsuda e a todos os profissionais do Boldrini, que sempre se empenharam na cura do câncer, mesmo na época do meu diagnóstico, quando as chances de cura beiravam apenas 10%. Agradeço final e principalmente à Deus, que me deu a chance de estar aqui hoje, vivo e sem seqüelas, para poder contar essa história para todos e deixar bem claro o valor do Centro Boldrini para tantas vidas e que o câncer não é uma sentença de morte, mas sim uma janela que se abre para uma nova vida muito melhor. Nada ensina melhor o valor da vida que enfrentar o que eu passei." Murilo Lemos de Lemos Eu tinha entre 6 e 7anos, quando foi descoberta a presença de uma doença chamada leucemia. No ano de 1978 tal diagnóstico era como uma sentença de morte, pois as chances de cura no Brasil geravam em torno de 10 %. Quando minha tia soube da doença encaminhou meu caso para a Dra. Silvia que na época era Chefe da cadeira de pediatria do HC da Unicamp. A Dra. Silvia por sua vez me encaminhou para SP para ser tratado por um oncologista. Durante um certo tempo de idas e vindas de SP, minha mãe sempre questionava a Dra. Silvia sobre o tratamento e foi em uma dessas consultas que eu pedi para que a tia Silvia me tratasse (segundo ela eu estava chorando). Comovida com o meu apelo, começou uma grande jornada onde eu perdia os cabelos e passava muito mal com os remédios, enquanto que ela teve que correr atrás para se especializar e montar uma clínica de oncologia infantil. Após seis longos anos de sofrimento e lutas, com direito a recaída e tendo que reiniciar o tratamento eu consegui vencer essa doença, mas é claro que para isso eu devo agradecimentos à Silvia, a todos os funcionários que de uma certa forma me ajudaram e principalmente a minha família e amigos que souberam me agüentar e me dar forças nas horas difíceis. Hoje graças a todos eu posso escrever esse relato e mais do que isso quero de alguma forma contribuir para que as crianças tenham seus tratamentos amenizados e com maior chance de cura. André Macluf |
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